quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ACONCHEGO

Nem sempre o que pensamos que queremos é o mesmo que queremos. Às vezes é preciso um abanão para meditarmos naquilo que é a nossa vida para sabermos apreciá-la tal como é, e vivê-la na (in)tranquilidade do dia-a-dia, aquele que sabemos como começa e que prevemos como vai acabar, contando com aqueles que sabemos que estão sempre lá e não com os que pensamos que (im)provavelmente estarão. É aconchegante. E o aconchego está escondido em coisas mínimas...no cheiro do cabelo de um filho, no bater familiar da porta da vizinha da frente, no som dos passos de um gato no soalho quando acordamos a meio da noite...querer mais é saudável, mas aceitar o que temos quando há aconchego, não é resignação, é estar em paz.

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